quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Prefeitura não é cabide de emprego

Samy Santos
O objetivo primeiro de uma prefeitura é trabalhar em prol da melhoria de vida das pessoas. Essas melhorias perpassam, sobretudo, os âmbitos da saúde, segurança, habitação e geração de renda.
Não é certamente o objetivo de uma prefeitura a oferta de empregos, excetuando, nesse caso, os empregos oportunizados por concurso público. Infelizmente, muitos governantes utilizam deste expediente – contratação de pessoas sem concurso público – para “presentear” os colaboradores de campanha.
As práticas de nepotismo e fisiologismo são, sem dúvida, um dos fatores que emperram a máquina pública e dificultam o crescimento, haja vista que oneram o erário e não levam em conta critérios técnicos para a contratação de funcionários. O escolhido é sempre aquele “amigo” de todas as horas.
A prefeitura deve trabalhar para gerar emprego e renda para a população, sem perder de vista que este é mais importante que aquele. Muitas prefeituras possuem mais de 50% de seu quadro de funcionários formado por pessoas contratadas.
Percebe-se, no entanto, que ainda existem coisas piores, visto que algumas prefeituras realizam concursos para provimento de vagas apenas para “legalizar” o nepotismo e fisiologismo, haja vista que só passam no exame os felizardos que fazem parte dos partidos aliados.
É preciso que os políticos entendam (a comunidade também) que prefeitura não é cabide de emprego. Ela pode até gerar, mas de forma indireta. O seu dever principal é oportunizar medidas que gerem renda. Ademais, ela deve trabalhar para melhorar a qualidade de vida da população.

Índios Ka'apor promovem caça a madeireiros no Maranhão



Índios da etnia Ka'apor promoveram uma caçada a madeireiros ilegais que agiam nas matas do Alto Turiaçu, próximo ao centro da cidade de Guilherme, no Maranhão. O flagra foi registrado por um fotógrafo da agência Reuters no dia 7 de agosto e divulgado nesta quinta-feira.

Cansados da inoperância do governo do Estado para fiscalizar e manter os madeireiros longe das terras legalmente pertencentes à tribo, os guerreiros Ka'apor amarraram os criminosos e tiraram a roupa de alguns deles. Eles também jogaram gasolina nos caminhões usados pelos madeireiros e atearam fogo.

PF vai apurar ataque de índios a madeireiros no Maranhão, diz ministro

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na sexta-feira (5) que a Polícia Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) vão apurar o ataque promovido por indígenas da etnia Ka’apor a madeireiros ilegais na reserva Alto Turiaçu, na cidade maranhense de Guilherme.
Imagens divulgadas na quinta-feira (4) pela agência Reuters mostram índios durante uma operação, realizada em 7 de agosto, destinada a expulsar madeireiros ilegais das terras. As fotos mostram os indígenas correndo atrás dos madeireiros, que foram rendidos e tiveram as mãos amarradas. Alguns tiveram parte das roupas retiradas.
“Tomamos duas medidas. Eu pedi para a Funai um relatório da situação para que possamos ter uma avaliação de segurança da região. E pedi também para que a Polícia Federal apurasse o ocorrido”, disse Cardozo após divulgar balanço da operação Brasil Integrado, em Brasília.
Segundo a Reuters, os índios agiram de maneira independente, como forma de protesto contra a falta de assistência do governo para expulsar os madeireiros ilegais de suas terras. A ação acabou com um caminhão queimado e a abordagem de não indígenas envolvidos no desflorestamento. Os guerreiros Ka’apor contaram com a ajuda de outras quatro tribos da região.
Questionado sobre a ausência de funcionários do governo na área, o ministro disse que o Brasil tem “situações muito vastas” e que há “várias operações contra desmatamento” em curso, algumas com apoio das Forças Armadas.
“Mas, evidentemente, temos que estar atentos a todas as situações para que possamos desenvolver ações, a exemplo do que temos feito no Brasil inteiro”, respondeu Cardozo.
O ministro disse ter pedido urgência à Funai na elaboração do parecer sobre a situação do local, mas não adiantou que providências poderão ser tomadas.
“Temos que analisar primeiro o relatório, falar com o Ministério Meio Ambiente para verificar o que pode ser feito e melhorar a condição dessas regiões”, afirmou.
Em nota, a Funai disse nesta quinta-feira que “tem conhecimento dessas ações e já solicitou apoio policial para evitar que ocorram excessos ou conflitos”.

PREFEITOS MILIONÁRIOS E POPULAÇÃO POBRE NAS CIDADES DO MARANHÃO



O resultado do recente IDHM mostra que houve um aumento nos índices da renda, longevidade e Educação. Apesar do crescimento, a população do interior e até de algumas capitais permanece pobre.
Em alguns lugares, incluindo dois do Maranhão, o caso é de extrema pobreza. Miséria absoluta marca a vida dos maranhenses residentes em Majará do Sena e Fernando Falcão. Ao lado deles espalham-se outras cidades em que campeiam a fome e o abandono humano.
Os índices medidos mostram um quadro cruel e desalentador. Mas os responsáveis pelos levantamentos esqueceram apenas de mostrar que enquanto milhões padecem de fome, um grupo de famílias bem pequeno vive nababescamente do dinheiro público usurpado da população de miseráveis.
A causa do entrave, da ausência de boas políticas públicas, de saúde e educação de qualidades, da ausência de saneamento básico e infraestrutura louvável tem nome: corrupção.
Neste momento, por exemplo, enquanto milhões passam fome, não têm transportes e nem escolas dignas, hospitais e água de qualidades, prefeitos e familiares vivem bem. Sãos os donos do mundo. Como é toda regra, sim, existem exceções.
Mas no Maranhão chega ao cúmulo do absurdo. Enquanto famílias paupérrimas lutam para se agasalhar em casebres de palhas, familiares de prefeitos estão adquirindo apartamentos e casas de luxos nas áreas mais nobres da cidade.
Quando a família cata no matagal algo para comer nos grotões do Maranhão e em diversas outras cidades, parentes e os próprios prefeitos estão comendo do bem e do melhor em suas fazendas.
É raro não encontrar um cidadão que se eleja prefeito alegando que ficou pobre com os gastos de campanha e em pouco tempo comece a esbanjar riqueza. O patrimônio multiplica como em um passe de mágica.
São eles os gestores das cidades que determinam onde os recursos serão aplicados. Geralmente aplicados numa só família e que se dane o resto. Temos exemplos assim na maioria dos municípios maranhenses. A maioria cada vez mais pobre e uma minoria cada vez mais rica.
Por isso os indicadores das cidades do nosso estado são vergonhosos. Mas geralmente os dedos dos mais espertos apontam como culpados de tudo os governo federal e estadual. E esquecem da base. Não lembram da responsabilidade que tem cada prefeito com sua gente e sua cidade.
O pior é que não se conhece até hoje nenhum gestor municipal que tenha sido penalizado com a indisponibilidade de seu patrimônio construído à base de roubo e corrupção. Existem apenas a intenção, mas eles sempre ficam com aquilo que surrupiaram. Lamentável! 
Fonte:  Blog do Luís Cardoso 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Europa homologa carro a água salgada

Esportivo vai de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos; modelo foi apresentado em março passado, em Genebra

O carro movido a água do mar foi homologado para Europa. O esportivo Quant e-Sportlimousine, um protótipo desenvolvido pela empresa nanoFlowCell, recebeu a autorização em Munique, na Alemanha, para circular nas estradas do continente. 
O modelo, apresentado em março passado, durante o Salão de Genebra, na Suíça, utiliza uma bateria química que utiliza água do mar para gerar energia elétrica, o que tira da inércia seus 2.300 kg. A marca de zero a 100 km/h, aliás, é impressionante: 2,8 segundos. Já a velocidade máxima é de 378 km/h. A autonomia, segundo o fabricante, é de 600 km.

Com 5,25 metros de comprimento, 2,2 m de largura e 1,35 m de altura, o veículo chama a atenção pela abertura das portas no estilo "asa de gaivota". O preço do modelo e a data de lançamento ainda não estão confirmadas, mas estima-se que o valor não seja menor que R$ 1 milhão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O que você precisa saber antes de reutilizar garrafas plásticas

Pergunta: se ela só contém água, qual é o problema se eu não lavar minha garrafinha de plástico? Resposta: se você tem uma garrafa que usa diariamente para tomar água, parabéns! Nós achamos ótimo que todos fiquem hidratados. Mas a questão é a seguinte: qual foi a última vez que você lavou essa garrafa d’água? Afinal, se você só a enche de água, ela não chega a ficar suja, certo?
Não é bem assim, especialmente se você usa uma garrafinha descartável que não foi feita para ser usada mais de uma vez. Em um artigo publicado no periódico Practical Gastroenterology, especialistas observaram que os produtores de água comercialmente engarrafada não recomendam a reutilização das garrafas descartáveis. Isso porque “o desgaste cotidiano provocado pela reutilização e as lavagens repetidas podem levar à deterioração física do plástico, com o surgimento de rachaduras e o afinamento visível do plástico. Bactérias podem alojar-se nas rachaduras, gerando riscos à saúde”, eles escreveram. Além disso, “a reutilização de garrafas plásticas pode levar à contaminação bacteriana a não ser que as garrafas sejam lavadas regularmente”, o que significa lavar com sabão suave, enxaguar bem (mas não com água muito quente) e certificar-se de que “não houve deterioração física antes de reutilizar a garrafa”.
Mesmo as garrafas de água plásticas reutilizáveis podem encerrar riscos de contaminação bacteriana se você não as lavar ou se as reutilizar “apesar de sinais visuais de desgaste”, segundo o artigo. “As bactérias que podem alojar-se nos riscos e fendas representam um risco maior à saúde que a possibilidade de substâncias passarem do plástico para a água durante o uso diário.”
E as garrafas de água podem servir de refúgio perfeito para as bactérias. Em um estudo de 2002, publicado no Canadian Journal of Public Health, pesquisadores da Universidade de Calgary testaram 76 amostras de água de garrafas de água de alunos do ensino básico; algumas delas eram reutilizadas durante meses a fio sem jamais serem lavadas. Descobriram que quase dois terços das amostras apresentavam níveis bacterianos que passavam dos padrões, possivelmente “graças ao efeito do recrescimento de bactérias em garrafas que permaneceram em temperatura ambiente por um período prolongado”.
Os cientistas não examinaram a fonte exata da contaminação, mas “a fonte mais provável das bactérias entéricas encontradas nas garrafas de água dos alunos está nas mãos dos próprios alunos”, diz o estudo. “A lavagem inadequada de mãos após o uso do toalete pode resultar na presença de coliformes fecais nas salas de aula.”
E as garrafas não lavadas funcionam como criadouro perfeito de bactérias, observa Cathy Ryan, uma das responsáveis pelo estudo e professora de geociências na Universidade de Calgary. Ela disse ao HuffPost que “as bactérias crescem quando as condições corretas existem”, como umidade e a temperatura adequada. “Essas coisas estão presentes em garrafas não lavadas”, ela diz.
Num ensaio mais casual (e sem revisão de pares), a emissora KLTV examinou níveis de bactérias em garrafas d’água usadas por uma semana sem serem lavadas. As culturas bacterianas foram tiradas do gargalo e boca das garrafas. Resultado: “Em todas as garrafas havia muitas bactérias do tipo que podem fazer você adoecer gravemente, quase como uma intoxicação alimentar”, disse à emissora o médico Richard Wallace, do Centro de Saúde da Universidade do Texas. “Podem provocar náuseas, vômito, diarreia. Basicamente o pior vômito de sua vida.”
Você deve estar pensando: “Sem problemas, vou colocar minha garrafa d’água na máquina de lavar louça, e pronto”. Bem, “o impacto da lavagem manual ou não em água muito quente deve ser pequeno sobre a estrutura química da maioria dos plásticos que dizem ‘poder ser lavados na máquina’, mas as garrafinhas ditas descartáveis são feitas para ser usadas só uma vez e então descartadas, não reutilizadas”, diz o professor de farmacologia Scott Belcher, da Universidade de Cincinatti, que pesquisou a liberação de bisfenol A (BPA), que causa perturbação endócrina, de diferentes tipos de garrafas de água. “O aquecimento certamente vai elevar a migração de substâncias químicas do plástico”, ele diz.
É claro que não estamos dizendo que você jamais deve reutilizar uma garrafa de água (afinal, só temos um planeta Terra e precisamos cuidar bem dele). Mas, observa Belcher, você pode pensar melhor sobre o tipo de garrafa de água que você compra e reutiliza. Ele recomenda garrafas de vidro com estruturas protetoras e garrafas de aço inoxidável. “Se você quiser uma garrafa de plástico, recomendo uma feita de polipropileno, geralmente um plástico branco”, ele disse ao HuffPost. “Essas são as garrafas de plástico não reativo do tipo que frequentemente usamos no laboratório.” Mas ele ressalva que não é possível saber que plastificadores ou outros aditivos podem ter sido usados no processo de manufatura. E, mesmo que você opte por uma garrafa de um desses tipos, lembre que ainda é importante mantê-la limpa para minimizar a contaminação bacteriana (lavando-a e deixando-a secar antes de reutilizá-la). (Fonte: Planeta Sustentável)

Boia gigante no litoral do Ceará

Uma boia gigante de quase meia tonelada intrigou moradores e turistas que visitaram a Praia do Tremembé, em Icapuí, no litoral cearense, nesta segunda-feira (1º). O objeto tem cerca de três metros de altura e cinco de largura e pesa meia tonelada.
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Miguel Elias Júnior viu a boia gigante no início da manhã desta segunda-feira e conta que ficou intrigado. "Ninguém sabia o que era, tinha gente que não queria nem chegar perto porque temia ser alguma coisa perigosa", diz o morador da região.
A boia gigante é usada por navios de grande porte com uma espécie de amortecedor, amenizando o impacto da colisão das embarcações com portos ou pilares de pontes. Ela é feita de borracha com ar comprimido no interior, e acorrentada com pneus na parte externa, para manter a flutuação do objeto.
Segundo a Marinha do Brasil, é provável que o objeto tenha ficado à deriva no mar e trazido ao litoral cearense. Ainda conforme a Marinha, a boia foi identificada como pertencente a uma embarcação do Rio Grande do Norte. Ela deve ser retirada da praia na manhã desta terça-feira (2).

25 municípios do Ceará têm alta incidência de dengue, diz secretaria

No Ceará, 25 cidade têm alta incidência de dengue, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde (Sesa). Segundo a secretaria, os municípios de Aracati, Araripe, Alto Santo, Arneiroz, Brejo Santo, Campos Sales, General Sampaio, Hidrolândia, Icó , Jaguaribara, Jaguaribe, Jijoca de Jericoacoara, Lavras da Mangabeira, Limoeiro do Norte, Nova Olinda, Ocara, Piquet Carneiro, Pentecoste, Pereiro, Parambu, Porteiras, Quixeré, Santana do Cariri, Tauá, Umari têm incidência acima de 300 da doença a cada 100 mil habitantes, número considerado alto.
Apesar do alto índice nessas cidades, o número de casos de dengue confirmados no Ceará até agosto deste ano é 36% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2014, 12.222 foram confirmados em 2014 em 138 das 184 cidades do Ceará.
A Secretaria da Saúde também afirma que foram confirmados neste ano 211 casos graves da doença, que ocasionaram 19 mortes. “Detectou-se desta maneira um aumento de 36,4% dos casos graves confirmados, comparados ao mesmo período de 2013”, diz o boletim epidemiológico.
Houve redução de 48,2% nos óbitos em comparação ao mesmo período do ano anterior. Dos casos graves confirmados na capital cearense, 52,0% foram por Dengue com Sinais de Alarme (DCSA) e, no interior, 56,0% dos casos foram por Dengue Grave(DG).
Tratamento – Não existe um medicamento específico para a doença. Os sintomas são medicados para alívio das dores. “Se o paciente tiver dor, vai tomar remédio para dor. Se tiver náusea, remédio para náusea”, explica o médico. Ele alerta para o uso de medicamentos anti-inflamatórios, a base de ácido acetil-salicílico e fitoterápicos, já que eles“alteram a coagulação do sangue e aumentam o risco de sangramento”.
Como os pacientes com dengue perdem muito líquido, é preciso um cuidado redobrado com a hidratação. Beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos é fundamental ao tratamento. Por outro lado, os especialistas recomendam que sejam evitadas bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes. (Fonte: G1)