sábado, 23 de agosto de 2014

Trairi: um município pouco explorado turisticamente

É preciso alertar as autoridades locais sobre a capacidade que o Turismo tem de melhorar e desenvolver economicamente e socialmente o município


A atividade turística nos últimos anos tem sido de extrema importância no que diz respeito ao desenvolvimento e crescimento da economia mundial. O Turismo detem hoje grande parte do PIB de muitos países que têm melhorado suas condições econômicas em decorrência do avanço que o setor tem proporcionado.
Em países como a França, que de acordo com a EMBRATUR se encontra na primeira posição dos países mais visitados do mundo, de 1985 a 1998 (último ano encontrado) o fluxo de turistas cresceu de 36.748 milhões para 70 milhões, gerando assim um aumento das divisas internas do país. Num país como o México, considerado em desenvolvimento, o Turismo também proporcionou um aumento nas receitas, pois recebia em média 4.207 milhões de visitantes passando a receber 19.300 milhões no mesmo período.
No Brasil, o setor representou 2,55% do PIB nacional no ano de 1989, segundo a EMBRATUR, e entre os anos de 1987 a 1995 o PIB turístico passou de R$38,7 bilhões para R$52,7 bilhões, gerando um crescimento de 36% em menos de dez anos. Isto vem provar como a atividade turística é importante para contribuir na melhoria da qualidade de vida da população e prosperidade da economia brasileira, uma vez que o Turismo tem aumentado o ingresso de divisas no país de maneira considerável. Em 2001 o número foi de US$4,23 bilhões.
Muitas das cidades brasileiras têm como fatores de produção econômica a agricultura, pecuária, indústria, comércio entre outros. Porém hoje, têm aberto suas portas para um novo setor, o Turismo, que tem no município o cenário de produção e de consumo. A atividade turística pode constituir um investimento inicial gerador do processo ramificador da economia local, e por extensão, regional. É com esta idéia que, investir no Turismo pode ser uma alternativa positiva para os municípios que buscam saída para complementar sua economia e fazer com que haja um maior desenvolvimento da cidade.
Num município, não explorado turisticamente, pode ser feito um planejamento com especialistas sobre o que poderia ser implantado na cidade, usando dos potencias já existentes como rios, lagos, serras, morros, cachoeiras, prédios históricos, igrejas, artefatos locais, cultura, gastronomia; ou verificando as possibilidades de se criar atrativos artificiais como parques, trilhas, festas culturais e gastronômicas. Para a concretização do planejamento dos possíveis atrativos, a participação do governo municipal é fundamental, uma vez que este será o responsável pela infraestrutura básica necessária para o desenvolvimento do plano, além dos subsídios para que a população se envolva no projeto com a instalação de hotéis, restaurantes, revitalização do comércio, entretenimentos e que possam participar de treinamentos para uma boa recepção dos futuros visitantes.
O impacto resultante deste tipo de produção é menos imediato do que a indústria tradicional, por exemplo. Tem, entretanto, a vantagem de consolidar uma estrutura econômica sólida, se for mantida viável, através da preservação do que for implantado. A longo prazo, os benefícios trazidos pelo Turismo na cidade serão muitos, tanto sociais como econômicos. A participação da comunidade durante o processo direta ou indiretamente, cuidando da limpeza de sua rua, da fachada da casa, arborização, colaborará para que estes benefícios sejam ainda maiores.
Com o sucesso da realização do planejamento, as vantagens se refletem das mais variadas formas. O emprego de mão-de-obra em geral ocupada na produção de bens e serviços aumentará consideravelmente, fazendo crescer a rentabilidade de famílias de menor poder aquisitivo. A necessidade de mão-de-obra especializada, com a prestação de serviços diretos ao consumidor como guias, recepcionistas, recreacionistas, etc, incentivará a população local a se profissionalizar. Com a movimentação dos turistas, o setor gastronômico, como restaurantes e lanchonetes terão a oportunidade de expandir seus empreendimentos e trará a possibilidade da criação de novos estabelecimentos. Além disso, o transporte coletivo deverá se modernizar o que favorecerá não só os visitantes, mas também os próprios moradores. Com a implantação e aperfeiçoamento do setor hoteleiro, haverá a geração de empregos e a movimentação do comércio devido aos produtos que os hotéis precisarão para atender aos hóspedes além do movimento decorrente dos turistas que circularão pela cidade em busca de presentes, lembranças, artesanatos entre outras curiosidades. A inauguração de novos entretenimentos, que são essenciais para preencher a estada do turista na cidade, beneficiará também a população local. A concorrência que se estabelecerá entre as empresas será benéfica, pois o aumento da produção de bens e serviços estimulará a competitividade entre os elementos da oferta, melhorando a qualidade dos serviços.
Como todas as áreas da economia, o Turismo também possui desvantagens e riscos. O setor exige grandes investimentos de capital, principalmente em sua fase inicial de implantação e o processo se mostra lento até atingir o mercado consumidor. O mau uso do Turismo na cidade, originado da falta de informação e conhecimento das peculiaridades de sua produção representam desvantagens que impedirão a atividade de se desenvolver de forma bem sucedida. Com a valorização dos espaços físicos que poderão se tornar futuros atrativos, o setor imobiliário pode agir de forma desenfreada, supervalorizando o espaço, tornando-o inviável pelos altos custos. O desequilíbrio ambiental como poluição atmosférica além do desgaste dos atrativos, pode causar grandes malefícios à própria população, criando situações complicadas até mesmo à saúde e causando a perda do que já foi implantado.
Portanto, a participação da comunidade na realização da obra turística na localidade é de extrema importância. Se todos colaboram, estes riscos se tornam menores, pois cada um ajuda a cuidar daquilo que trará seu próprio benefício, como exemplo, ajudando a preservar os atrativos, não quebrando, pichando, e não deixando que outros venham a cometer tal destruição. E mesmo que os riscos e desvantagens existam, os benefícios trazidos ao município se sobressairão diante dos pontos negativos se administrados de forma correta e eficaz, diminuindo o desemprego já que muitos empreendimentos serão inaugurados, com isso reduzirá também a criminalidade e violência, pois muitos se ocuparão de forma digna nas novas atividades turísticas, além de aumentar a entrada de dinheiro na cidade, maior arrecadação de tributos por parte do governo, o aumento da renda familiar fará com que as pessoas consumam mais movimentando todos os setores da economia local.
Fazendo uma análise entre duas regiões brasileiras, o litoral nordestino e a região central do Paraná, observa-se que o litoral nordestino que há pouco tempo atrás era uma área não explorada turisticamente, passou a ser um pólo receptivo de turistas nacionais e internacionais, transformando a região num centro turístico, onde há infra-estrutura hoteleira de todas as categorias, além da gastronomia típica que é explorada, a criação de entretenimentos diversos antes não existentes, destacando a região no cenário turístico nacional que tem crescido e se desenvolvido cada vez mais economicamente e socialmente frente a outras regiões do Brasil. Já a região central do Paraná, considerada ainda uma área não explorada, poderia utilizar o setor turístico da mesma forma feita pelo nordeste para promover, crescer e desenvolver a região que hoje apresenta uma economia fraca em quase todos os setores. Pode-se aproveitar os potencias naturais que a região já possui, como fazendas, cachoeiras, rios, lagos, morros, implantando o Turismo Rural, Ecoturismo, Turismo de Aventura, e também aproveitar a gastronomia e cultura da região, criando festas típicas como as feitas na Costa Oeste do estado, que geram lucros e divulgam as cidades, ou ainda instalar atrativos artificiais que motivem a vinda de visitantes, movimentando assim o centro paranaense.
Frente a todas as potencialidades apresentadas acima, as inúmeras vantagens sócio-econômicas e culturais além de outras que o Turismo pode proporcionar a todos os agentes econômicos envolvidos, acredita-se que nos municípios, a atividade turística se caracteriza como um fator que contribuirá para a melhoria do nível e da qualidade de vida da população e para a prosperidade das empresas e economia local.
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Trairi é região metropolitana de Fortaleza só no papel


Integração em pauta
Segue em marcha lenta na Assembleia Legislativa projeto que inclui Paracuru, Paraipaba, São Luís do Curu e Trairi na Região Metropolitana de Fortaleza. São municípios já integrados aos planos de desenvolvimento relacionados ao Complexo Portuário do Pecém, que fornecem mão de obra e interagem em termos de economia, educação e cultura. Ainda assim, não compartilham de ações e benefícios referentes a transporte coletivo, habitação e saneamento básico, entre outros. Se a matéria, do deputado Lula Morais (PCdoB)), for aprovada, a área será composta de 19 cidades.
Não são apenas o Complexo do Pecém, faculdades e indústrias que promovem a convergência entre Paracuru, Paraipaba, São Luís do Curu e Trairi e outras cidades da RMF. Há também o turismo em crescente expansão. Das quatro, só São Luís do Curu não tem praias.
3,782 milhões
De pessoas habitam atualmente os municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apurada no Censo de 2010.
125,4 mil
Pessoas serão incorporadas à Região Metropolitana de Fortaleza se houver a inclusão de Paracuru, Paraipaba, São Luís do Curu e Trairi. A última ampliação foi em 2009, com a inserção de Pindoretama e Cascavel.

Onze anos depois, população pobre do País permanece refém de programas de renda

Estudo do Cebrap mostra que, apesar do enorme avanço registrado no combate à miséria durante a última década, desigualdade entre classes altas e baixas ainda é grande no Brasil, e oportunidades se mantêm reduzidas para quem vive do Bolsa Família


Implantados há uma década, os planos de combate à miséria dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff têm registrado sucesso em dois aspectos: a ampliação dos benefícios de transferência de renda à maioria das famílias mais necessitadas, garantindo alívio imediato, e a melhoria de indicadores sociais. Eles patinam, porém, quando se trata de aumentar as oportunidades de inclusão no mercado de trabalho.
Uma das cidades que simbolizam essas políticas, Guaribas, no interior do Piauí, espelha tal realidade, conforme constatou a reportagem do Estado. Foi ali que, em fevereiro de 2003, logo após a posse do presidente Lula, o então ministro do Combate à Fome, José Graziano, formalizou o lançamento do Programa Fome Zero, proposta de campanha de Lula que prometia erradicar a fome no País a partir de uma série de ações coordenadas. A escolha para o lançamento era precisa. Tratava-se da mais miserável das cidades do Piauí, o Estado mais pobre do Brasil.
Após desembarcar na cidade, Graziano distribuiu os primeiros 50 cartões do programa e previu: “Quero voltar aqui em quatro anos e dizer que vocês não precisam mais do cartão (Alimentação) porque a fome acabou.” O programa Fome Zero fracassou, mas logo foi substituído pelo bem sucedido Bolsa Família.
Passados dez anos, as melhorias para os 4.401 habitantes são notáveis:
Guaribas ganhou água encanada, agências bancárias, uma unidade básica de saúde, mais escolas e ruas calçadas. Os índices de mortalidade infantil e de analfabetismo caíram, o grau de aproveitamento escolar subiu e a fome praticamente desapareceu. Ao contrário do que previu Graziano, porém, a dependência do cartão de benefícios só aumentou.
‘Nem pensar’. Guaribas tem 956 famílias pobres vinculadas ao Bolsa Família - o que representa 87% do total da população. O maior temor dos moradores é o fim do programa. “Ave Maria, nem pense numa coisa dessas. A gente ia viver de quê? Todo mundo ia morrer de fome. Eu era uma”, diz Márcia Alves, que tem 31 anos, dois filhos, e recebe R$ 112 mensalmente do governo.
O caso de Guaribas não é único. Um estudo encomendado pela Christian Aid, instituição de igrejas protestantes do Reino Unido e da Irlanda que financia organizações não governamentais empenhadas em combater a miséria e reduzir as desigualdades pelo mundo, chegou à seguinte constatação: apesar do avanço no combate à miséria no Brasil, a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres ainda é uma das mais altas do mundo e a oportunidade de mobilidade social ainda é muito reduzida.
O estudo foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), sob a coordenação de Alexandre de Freitas Barbosa, professor de História Econômica Universidade de São Paulo (USP). Publicado inicialmente em inglês e lançado aqui com o título O Brasil Real: a desigualdade para além dos indicadores, ele relativiza as estatísticas usadas para comemorar os avanços dos governos petistas.
Observa, por exemplo, que quando se fala na elevação do nível de emprego, não se menciona que, de cada dez postos de trabalho que surgem no mercado formal, nove têm remuneração inferior a três salários mínimos.
Os avanços obtidos até agora, segundo o texto, não terão sustentabilidade se não forem acompanhados de uma política industrial capaz de absorver trabalhadores mais qualificados e propiciar elevações reais da renda; e se não criar condições de maior mobilidade nas zonas mais pobres.
Sem iniciativas adequadas, sinaliza o estudo, os programas de transferência de renda podem, em vez de reduzir desigualdades, acentuá-la. Numa cidade do Nordeste, com grande número de dependentes de programas de transferência de renda, os maiores beneficiários serão, por essa avaliação, o comerciante local e as indústrias do Sul e do Sudeste, fornecedoras dos produtos que ele vende.
O assunto começa aos poucos a despertar o interesse dos tucanos, já pensando nas eleições de 2014. Ao analisar os programas de transferência de renda, o cientista político Bolívar Lamounier, ligado ao PSDB, observa: “O modelo atual não tem sustentabilidade. É preciso fortalecer uma classe média baseada na pequena empresa, na produtividade do trabalho, na qualificação profissional”.
Dez anos depois do início do já esquecido Fome Zero, as coisas não são as mesmas em Guaribas. Mas a estrada para uma vida melhor continua pedregosa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Revitalização do Mercado de Trairi é benéfica para feirantes e consumidores



Imagem meramente ilustrativa
Obras de reestruturação são vitais, pois o Mercado Municipal é o coração da cidade.
Uma sugestão para a Secretaria de Planejamento: Reconstruir o mercado de Trairi. A proposta tem como base atender a necessidades e demandas de comerciantes e frequentadores do local. O objetivo é oferecer melhor qualidade dos espaços e serviços oferecidos, recuperação do patrimônio arquitetônico, criação de novos espaços voltados a atividades de lazer, cultura e gastronomia, e a adoção de tecnologias e técnicas sustentáveis. A construção trará resultados positivos tanto os fregueses quanto para os feirantes. “Eles terão um espaço adequado e com ótimas condições de trabalho. Isso influenciará tanto no trabalho desempenhado quanto nos lucros. A população certamente vai se sentir mais confiante na realização das compras. Pois a higienização, espaço adequado para armazenamento dos produtos, são fatores relevantes na relação de consumo.

Exemplos de outros municípios

Em Imperatriz, no Maranhão, o valor total da obra é de R$ 793 mil, desse valor, R$ 600 foi viabilizado pelo projeto, somado com a contrapartida do Município para complemento do município, cerca de R$ 193 mil. O projeto é resultado da parceria entre prefeitura, Governo Federal por intermédio do deputado federal Chiquinho Escorcio.
A feira - Atualmente a Ferinha da Nova Imperatriz conta com de 108 feirantes. Desse total 68 são fixos e 40 itinerantes, sendo estes, produtores que trabalham somente aos finais de semana.  Além da estrutura, o município também auxilia os feirantes, com palestras educativas .

Novas idéias

A primeira, o gesto arquitetônico, Atendendo a uma das exigências da comunidade lojista, esta cobertura garantirá uma identidade clara para o Mercado Municipal.
Segundo, as mudanças que possibilitem a equalização dos grandes conflitos urbanos entre usuários, carga e descarga de mercadorias, camelôs, ambulantes, estacionamento de veículos, bicicletários, infra-estruturas urbanas insuficientes, mobiliário urbano inadequado ou informalmente organizado, etc.
O terceiro gesto, o legal, não foi, propriamente, um gesto projetivo. Tratou-se ali das disposições legais para a criação de um Código de Posturas Especiais para a área do Mercado Municipal que, se aprovado pelos Poderes Públicos Municipais, terá força de lei. Esse Código estabelece normas que disciplinam a elaboração de projetos, reformas, execução de obras e suas instalações, em seus aspectos técnicos, estruturais e funcionais, exclusivamente na área do Mercado Municipal.

Necessidade urgente de mudança total

A falta a colaboração de dezenas de feirantes também é determinante, pois muitos deixam o seu ambiente de trabalho com restos de alimentos  que são descartados pelos feirantes nas vias públicas, embalagens, além da água suja pelo chão.Em visita no Mercado Municipal e constatou que alguns dos feirantes tem dado mau exemplo quando se trata de limpeza básica do local de trabalho.
O mercado localizado no centro da cidade não está tendo os cuidados adequados no quesito limpeza, principalmente na área onde são colocados os alimentos.
A falta de limpeza pode acarretar contaminação dos alimentos, já que já estão armazenados de maneira inadequada, pois falta a refrigeração necessária para a conservação destes.
A total falta de higiene acarretam graves problemas de saúde, pois ao consumir os produtos manuseados naquele local extremamente insalubre. Todas as exigências da legislação sanitária são desrespeitadas.
Não precisa ser técnico do Departamento de Vigilância Sanitária, para saber que os alimentos são suscetíveis à proliferação de todo tipo de bactérias. E se engana quem pensa que o calor as mata, pois algumas são resistentes, como as causadoras da leptospirose. Isso é um absurdo. É preciso seriedade e respeito no tratamento com a saúde do povo.
Avaliando o problema como resultado de um misto de inércia por parte dos comerciantes que se acomodaram no local e da falta de atenção do poder público, que deveria fiscalizar e oferecer as condições necessárias à população. A intenção é provocar a Vigilância Sanitária para o problema,  já quenão houve mudanças e nosso objetivo é chamar a atenção dos órgãos de defesa sanitária no sentido de uma visita ao estabelecimento para que avalie e usem seus poderes no sentido de que se façam melhorias para oferecer o melhor à população.

Programa Lixo Zero aplicou mais de 57 mil multas no Rio até agora

O Programa Lixo Zero, criado pela prefeitura do Rio de Janeiro, completa um ano nesta quarta-feira (20) com balanço de 57.281 multas aplicadas durante o período, a maioria (32.860) por descarte de pequenos resíduos em locais inadequados, como a própria rua, segundo o balanço divulgado pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). A iniciativa conta com cerca de 400 agentes de fiscalização atuando em 97 bairros cariocas.
Os dados da Comlurb mostram que, do total de 57.281 pessoas autuadas, somente 17.288 pagaram as multas aplicadas. O órgão lembra que, caso o pagamento não seja feito, o infrator terá o nome inscrito no Serasa. Quem for multado pode entrar com recurso.
A pessoa, inclusive turista, que for flagrada jogando detrito nas ruas, como guimba de cigarro e papel, é solicitada a apresentar documento de identificação oficial e recebe um auto de constatação emitido pelo guarda municipal. Caso se recuse a mostrar o documento, o infrator é encaminhado à delegacia. Depois da abordagem, o autuado deverá imprimir, via internet, o boleto de pagamento da multa, que varia de acordo com o tamanho do lixo descartado, alcançando de R$ 170 a R$ 3.400.
O presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, acredita que os cariocas estão se conscientizando a respeito do problema do lixo. “As multas aplicadas giram em torno de 5 mil por mês. A gente imagina que, com o tempo, o comportamento do cidadão vai melhorar e a tendência é esses números se reduzirem”, disse.
Ainda de acordo com o dirigente, o programa vai focar este ano “em problemas ainda muito frequentes na cidade”, como o descarte irregular de entulho de obras, a colocação de lixo domiciliar fora dos horários de coleta, as caçambas irregulares e os grandes geradores de resíduos, como bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. (Fonte: Agência Brasil)

Fiado resiste e atrai freguês em comércio local



Pequenos comerciantes suprem falta de crédito de bancos nas periferias
Dois cadernos grandes, de espiral, estão à mão no caixa do mercadinho de João Paulo Santos Silva numa favela brasileira. Páginas e páginas de números com um singelo nome anotado logo acima. Na maior parte das folhas, não há nenhuma menção a sobrenomes.
Assim funciona o sistema de crédito a um grupo de 50 clientes que podem comprar fiado no mercadinho de João Paulo. Juntos eles representam 30% do faturamento. Apesar de não ter um controle tão rígido dos calotes, ele sabe que alguns clientes estão pagando menos que 50% do que devem a cada mês. Não tem juro nem renegociação, apenas a esperança de que o pagamento seja feito em algum momento.
"A concorrência é muito grande", diz timidamente em meio ao entra e sai que numa quinta-feira à tarde é constante. "Mas não faço fiado para qualquer um não, tenho de conhecer o freguês". Mas João Paulo já está no seu limite de crédito a clientes e não aceita mais nenhum freguês para comprar fiado.
O mercadinho no meio da favela é só um exemplo de como o fiado ainda resiste no Brasil, apesar da proliferação do uso de cartão de crédito e das compras parceladas de grandes redes varejistas.
Entre os mais pobres, o porcentual de uso de fiado é de 16,3%, segundo a pesquisa da Fundação Bill & Melinda Gates, analisada pela FGV. Entre os mais ricos, o porcentual não chega a 8%. O fiado acaba sendo uma forma de suprir a classe mais pobre da falta de crédito em bancos.
A pesquisa também constatou que ainda é baixa a penetração do microcrédito, que atende justamente à população mais pobre. Em geral, os bancos, apesar de investirem em programas, principalmente com o uso de agentes que circulam nas periferias das grandes cidades, acabam se mantendo dentro das exigências das regras do Banco Central de que 2% dos depósitos à prazo estejam em microcrédito.
O Itaú, por exemplo, tem uma carteira menor que R$ 400 milhões e trabalha basicamente com agentes no Sul e Sudeste. O Santander acaba se destacando com uma carteira de R$ 2 bilhões e recentemente inaugurou uma agência na favela de Paraisópolis, que fica no outro extremo de onde está Heliópolis. O banco mantém uma taxa de inadimplência baixa, de 7%.


É sempre bom lembrar........................................

Aos acomodados de plantão: